Em assembléias realizadas em 44 municípios da Zona da Mata de Pernambuco- - onde se concentra a agroindústria açucareira do Estado--, os trabalhadores do corte de cana decidiram realizar uma passeata, pelas ruas de Recife, em protesto contra a anunciada intenção dos usineiros e fornecedores de cana de reduzir-lhes os salários. Eles ganhavam Cr$11125 até o mês passado, mas após a greve geral que paralisou 250 mil trabalhadores rurais e o julgamento do dissídio coletivo pelo TRT, tiveram reajuste para Cr$190024 mensais. As classes produtoras anunciaram que, tão logo o TRT publique o acórdão do dissídio, recorrerão ao TST para que os lavradores recebam salários normativos e não corrigidos com base no INPC. Pelos cálculos dos sindicatos patronais, os lavradores receberão apenas Cr$154655 (JB).