O deputado Eduardo Suplicy (PT-SP) afirmou que o "livro branco do Banco Central sobre o caso Coroa/Brastel deixou de falar a verdade ao omitir as irregularidades de dois ex-diretores daquela instituição, Herman Wagner Wey e Antonio Chagas Meirelles, pois o relatório específico preparado por comissão de inquérito administrativo criada pelo presidente do BC, Afonso Celso Pastore, para estudar o assunto, aponta a responsabilidade de ambos os diretores em faltas graves". Segundo Suplicy, o relatório da comissão de inquérito aponta também como culpados de irregularidades o ex-chefe do Departamento de Fiscalização, Deli Borges, o único punido, e o chefe da fiscalização, no Rio de Janeiro, Devanildo de Oliveira. Suplicy disse também que o relatório só veio agora a público por ter sido requisitado pelo presidente da CPI do Mercado Financeiro, senador José Fragelli (PMDB- MS), e que a "tentativa do BC de evitar sua divulgação está relacionada à intenção de impedir a averiguação de qualquer responsabilidade das autoridades superiores, isto é, do presidente do Banco Central à época dos episódios, Carlos Geraldo Langoni, e dos ministros Delfim Neto e Ernane Galvêas" (FSP).