SOB A ALEGAÇÃO DE IRREGULARIDADES ADMINISTRATIVAS, FRAUDE E DESV

Sob a alegação de irregularidades administrativas, fraude e desvio de Cr$150 milhões, o presidente da FUNAI, Nelson Marabuto, assinou portaria tornando nulo o ato de seu antecessor, Jurandy Marcos da Fonseca, que prorrogava por mais cinco anos o arrendamento, a 84 fazendeiros, de 304 mil hectares na reserva indígena dos Cadivéus, em Porto Murtinho, Mato Grosso do Sul. Segundo as acusações do procurador da FUNAI, Ireneu de Oliveira, o deputado federal Albino Coimbra (PDS-MG) foi intermediário na transação. E Jurandy Fonseca acusou o atual superintendente do órgão, Gerson da Silva Alves, de ser o responsável pelas eventuais irregularidades, por não ter levado a documentação aos índios para que eles dessem o aval. Jurandy confirma que o deputado Albino Coimbra foi realmente o intermediário entre a FUNAI e os fazendeiros. Ele garante ainda que não sabe quem recebeu Cr$150 milhões dos fazendeiros para prorrogar o arrendamento das terras (JB).