De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Bank of America National Trust and Savings Association e a Bankamerica Representação e Serviços Ltda., em resposta à interpelação que lhes foi movida pela CENTRALSUL, apresentaram a prova das condições irregulares em que operaram no Brasil entre 1979 e 1983, intermediando a movimentação da conta bancária clandestina que a Central de Cooperativas do Rio Grande do Sul mantinha na agência de Houston, nos EUA, através da qual foram "desviadas dezenas de milhões de dólares em divisas". Outra novidade no escândalo do Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) foi o pedido de suspensão liminar da assinatura desse banco oficial no acordo de renegociação das dívidas da empresa gaúcha com o conjunto de bancos credores. Segundo a correspondência Dior/Sedeb.F-80/86 do Banco Central, datada de 11 de fevereiro de 1980 e enviada ao representante do Bank of America no Rio de Janeiro, Michael James Gibbs, a instituição somente poderia estabelecer contatos com fins comerciais e de informação, sem realizar operações
62288 bancárias no país. Esse documento mostra, conforme informa o jornal, que não só foi movimentada a conta clandestina, como concedidos empréstimos irregulares, além da CENTRALSUL, para o Lanifício Albornoz, do Rio Grande do Sul, e à empresa Comírio, de São Paulo, entre outras (O ESP).