De acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), em 1983 registraram-se 400 conflitos de terra no Brasil, envolvendo 250 mil pessoas. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirma que somente nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, 212 mil pessoas estiveram envolvidas em conflitos pela posse da terra em 1982. As duas entidades apresentaram o sequinte resumo: ACRE- conflito no Município de Tarauacá e tensões no seringal Novo Destino, envolvendo 500 famílias; RONDÔNIA- conflito no Município de Cacoal, Rolim Moura e Alta Floresta, com 163 famílias envolvidas; GOIÁS- 650 famílias envolvidas em conflitos nos Municípios de Babaçulândia, Vanderlândia e Mineiros; MARANHA~O- 5023 famílias de posseiros envolvidas em conflitos, em nove municípios; PARÁ- os maiores conflitos estão nas disputas pela terra envolvendo posseiros, fazendeiros e multinacionais, no sudoeste do Estado; MATO GROSSO- Doze conflitos, englobando 857 famílias; MATO GROSSO DO SUL- os conflitos envolvem 2374 famílias, inclusive nas imediações da capital, Campo Grande; PARANÁ- 366 famílias disputam terras em nove conflitos (não foram computadas as 600 famílias da fazenda Anoni, em lítigio); RIO GRANDE DO SUL- conflitos em 10 municípios, com 991 famílias de posseiros; NORDESTE- foi qualificado pelo Ministério Extrãordinário de Assuntos Fundiários como região prioritária, embora os conflitos sejam menos violentos (Jornal dos Trabalhadores Sem Terra).