As importações de carvão energético pelo Brasil estão proibidas pelo governo (apenas o carvão empregado na siderurgia pode ser importado). A Alcoa-- a única empresa instalada no país, que tinha permissão de importar o produto-- a partir de agora, será obrigada a comprá-lo das ociosas minas dos Estados do sul. Em 1979, o governo concedeu uma cota de importação de 85 mil toneladas por ano de carvão à Alcoa (Aluminium Company of America) para que ela se instalasse no país. Neste ínterim, estimulada pelo governo, a produção do mineral cresceu de 3,5 para 5,5 milhões de toneladas/ano, enquanto o consumo, por causa da recessão econômica e da crise na construção civil, caiu, e hoje, há estoques que totalizam aproxidamente 6 milhões de toneladas. As empresas de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná que exploram as minas brasileiras trabalham hoje com uma ocisiodade de 40%. São 14 mil mineiros ameaçados de demissão. A COPELMI (Companhia de Pesquisas Minerais) já demitiu 453 trabalhadores em três cidades gaúchas, 23% da sua mão-de-obra (JB).