O chefe de gabinete do ministro Nestor Jost (Agricultura), Moziul Silveira Saudades, acusado de desviar Cr$130 milhões da contabilidade da Promotora Catarinense de Vendas, de Palhoça (SC), ao defender-se, disse que foi vítima de chantagem por parte de seu ex-sócio, Rodolfo Mateos Moreno, e dos advogados deste, Ozinaldo Carneiro de Mesquita e Omar Acioli Lins, os quais denunciou na Polícia Federal. Moziul foi ouvido em Brasília, em atendimento à carta precatória, em inquérito instaurado em novembro de 1981, no qual é acusado de, durante os anos de 1972 a 1976, ter desviado recursos, gastos em excesso e cobrado despesas em duplicata da corretora, da qual era sócio para a venda de lotes da praia da Pinheira, em Palhoça. Ele justificou seus gastos no período como necessários ao custeio de suas muitas viagens de promoção da praia Pinheira (O ESP).