Segundo informou Jessé Montello, presidente do IBGE, o número de mulheres que trabalham no Brasil, vem aumentando nos últimos anos. A taxa de crescimento média, ao ano, das mulheres que se incorporam à população economicamente ativa do país, é de 6,9%, enquanto que a dos homens é de 3,1%. Os salários, no entanto, continuam baixos. Em 1983, do total de mulheres ocupadas no país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 1,3% ganhava mais de dez salários-mínimos, enquanto que do total de homens ocupados, que participavam do mercado de trabalho formal e informal, 5,3% recebiam salários acima de dez mínimos. De acordo com a PNAD, o total de brasileiros ocupados no Brasil-- empregados ou subempregados--, em 83, era de 48 milhões 466 mil, em uma população de 125 milhões de habitantes. O número de homens ativos e ocupados era de 32 milhões 460 mil e o de mulheres, 16 milhões 6 mil. As mulheres, atualmente, portanto, representam um terço das pessoas ocupadas no país (33%), ou praticamente a metade do total de homens que trabalham (JB).