O DEPUTADO MÁRIO JURUNA (PDT-RJ) NEGOU A ACUSAÇÕES DE HAVER CED

O deputado Mário Juruna (PDT-RJ) negou a acusações de haver cedido às ofertas de fazendeiros e seus representantes para deixar de defender os interesses dos índios em troca de presentes, favores e dinheiro. Confirmou, contudo, haver recebido US$3 mil do "comandante Carvalho", piloto e amigo do presidente da FUNAI, Jurandy Fonseca, para participar da reunião da ONU, em Genebra, sobre direitos das minorias. Juruna disse ter visitado a área dos índios Pataxós, na condição de parlamentar, acompanhado de dois deputados, e não de fazendeiros. Mesmo assim, reconheceu ter realizado a viagem à Bahia em avião fretado pelo sindicato patronal de Pau Brasil. Também reafirmou ser a reserva Caramuru-Paraguassu ocupada por uma maioria de caboclos e apenas meia dúzia de índios, e admitiu ter defendido os Pataxós sem conhecê-los, só percebendo agora que os índios puros são poucos. Indagado sobre os indícios que o levaram a por em dúvida a indianidade da reserva, respondeu: "índio não tem barba, nem bigode, nem cabelo no peito" (JB).