De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, a Granóleo, uma indústria de óleos vegetais do Rio Grande do Sul que foi presidida até março deste ano pelo atual ministro da Agricultura, Nestor Jost, esteve tão envolvida quanto a CENTRALSUL nas operações irregulares de "hedging" (mercado futuro) realizadas na Bolsa de Chicago até 1982. Os documentos comprobatórios estão anexados a uma notícia-crime que a central de cooperativas impetra hoje na Justiça gaúcha contra seu ex-presidente, Ari Dionísio Dalmolin. A Granóleo, segundo a documentação que está sendo remetida à Justiça, era a única empresa utilizada internamente para cobertura das irregularidades em Chicago. "Quando a CENTRALSUL esgotava seus limites nas operações de "hedge" usava a margem da Granóleo. Se houvesse prejuízo, a venda interna à Granóleo era subfaturada; em caso de lucro, superfaturava-se". Ainda de acordo com o jornal, as operações são confirmadas por depoimentos prestados na Polícia Federal pelo funcionário Jorge Luís Pozza Pederiva; e abaixo de Dalmolin, as operações eram comandadas na CENTRALSUL por Dagoberto Duarte e Danton Simões, que, ao serem demitidos da empresa, foram admitidos imediatamente na Granóleo (O ESP).