O deputado Paulo Maluf (SP), candidato do PDS à sucessão da Presidência da República, recusou-se a comentar a decisão do juiz da 6a. Vara Cívil de São Paulo, que o condenou a repor mais de Cr$9 milhões aos cofres públicos-- parte dos gastos de sua administração com flores e presentes. Ele transferiu a responsabilidade a seu ex-chefe da Casa Civil, hoje o principal coordenador de sua campanha, Calim Eid. Este assumiu a responsabilidade, e considerou a decisão do juiz "um erro de avaliação em torno de algo subjetivo" e disse que recorrerá à Justiça. Calim assume toda responsabilidade, mas reconhece que Maluf, como governador, é o principal envolvido. Ao classificar a ação de Interesse de escândalo público, com o objetivo de denegrir a imagem do deputado Maluf", Calim considerou que isto não prejudicará a candidatura de Maluf pelo PDS. Recordou que até hoje o Supremo Tribunal Federal analisa um pedido de reconsideração pelo processo contra a doação de 22 automóveis aos jogadores tricampeões no México, quando Maluf era prefeito de São Paulo (FSP).