O ex-diretor de Mercado de Capitais do Banco Central, Herman Wagner Wey, confirmou que foram concedidas "vantagens" ao grupo Coroa/Brastel para que ele absorvesse a Corretora Laureano, então em sérias dificuldades financeiras "conforme era do conhecimento geral". As vantagens concedidas, segundo ele, foi a autorização para que fossem abertas mais 6 agências do Banco de Crédito Comercial (BCC), de propriedade do grupo; e uma maior elasticidade no limite de operações da Financeira Coroa, tendo em vista que o crédito estava contingenciado durante todo o ano de 1981. Todos os atos manifestamente ilegais praticados durante o transcorrer do escândalo Coroa/Brastel, como a omissão da existência de caixa 2 nas empresas do grupo, já detectado pelos inspetores do BC, segundo Herman Wey, foi de responsabilidade exclusiva do então chefe do Departamento de Fiscalização, Deli Borges, que só deu conhecimento à diretoria da extensão das irregularidades depois da intervenção no grupo ter sido decretada pelo presidente Carlos Langoni (FSP).