A indústria de fogões Semer, em São Paulo, entra no terceiro dia de paralisação contra as 212 demissões ocorridas no final da semana passada. A fábrica tem cerca de 1200 trabalhadores. Na empresa de válvulas industriais ACEPAM, os 180 trabalhadores, também no terceiro dia de greve, reivindicam antecipação salarial e equiparação de salários, além de estabilidade de um ano. Até o momento, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, que negocia em nome dos funcionários, não havia recebido qualquer proposta da empresa. A Lorenzetti S/A, com cerca de 2000 metalúrgicos, entrou em greve ontem. Os empregados pleiteiam 30% de aumento real em agosto, reconhecimento da comissão de fábrica, estabilidade de um ano, equipamento de segurança e roupas adequadas para o trabalho, extensão do abono de emergência obtido no final do ano passado a todas as faixas salariais, café e pão gratuitos (FSP).