CIMI NEGA PLANOS DE TERRITÓRIO INDEPENDENTE

O bispo do Xingu (AM) e presidente do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), dom Erwin Krautler, informou que "a possibilidade da criação de um território independente dos índios Yanomami, fazendo desaparecer parte da fronteira entre o Brasil e a Venezuela, é uma das principais preocupações do Conselho de Segurança Nacional (CSN) para justificar o "Projeto Calha Norte", de ocupação militar e sócio-econômica da Amazônia". Dom Erwin acrescentou que, para os estrategistas do CSN, esse "Estado" teria o apoio da Igreja e de organismos indigenistas. Ele afirmou ainda que "tanto a criação desse suposto "Estado", quanto o apoio do CIMI e outras entidades para instituí-lo, são acusações levianas que camuflam interesses econômicos espúrios, de grupos nacionais e transnacionais que pretendem usurpar as terras dos índios, em um autêntico crime de lesa-pátria". Os indígenas da nação Yanomami ocupam uma área de 9 milhões de hectares na fronteira com a Venezuela, onde também vivem, na região fronteiriça, povos das nações Iecuana e Baré, num total de 9 mil indígenas (FSP).