O diretor comercial da PETROBRÁS, Carlos Santanna, informou que a empresa está comunicando aos países, com os quais mantém contratos de fornecimento de petróleo, que só haverá renovação integral dos contratos uma vez que haja o compromisso de compra de mercadorias brasileiras, em valores semelhantes. Ele disse, a propósito, que as compras do Kuwait foram cortadas, uma vez que não foi possível negociar o pagamento em mercadorias brasileiras. No caso do Qatar, de onde o Brasil importa cerca de 15 mil a 20 mil barris diários, os contratos teriam que ser renovados no final do terceiro trimestre, o que só ocorrerá caso as autoridades daquele país se comprometam a receber o pagamento em mercadorias brasileiras. A PETROBRÁS cortou também aproxidamente 30 mil barris diários que vinham sendo importados da Arábia Saudita, através de algumas empresas independentes, entre as quais a Texaco, pelas mesmas razões. Do México também foram cortados cerca de 20 mil barris diários. Segundo Carlos Santanna, no momento, o presidente da PETROBRÁS, Shigeaki Ueki, se encontra no Iraque, negociando o pagamento de 60 mil dos 160 mil barris diários importados em mercadorias brasileiras, principalmente armas (JB).