A COMISSÃO PRÓ-ÍNDIO DE SÃO PAULO, A UNIÃO DAS NAÇÕES INDÍ

A Comissão Pró-Índio de São Paulo, a União das Nações Indígenas (Unind) e o deputado Mário Juruna (PDT-RJ) vão processar o indigenista Álvaro Villas-Boas por calúnia, difamação e injúria. A decisão conjunta foi tomada quando Villas-Boas reiterou suas acusações contra antropólogos, classificando-os de agitadores, subversivos, dizendo ainda que são financiados por organizações estrangeiras. Afastado do cargo de delegado da FUNAI em Bauru (SP), por discordar da orientação do novo presidente do órgão, Jurandy Marcos da Fonseca, o indigenista acusou a FUNAI de ter sido omissa no socorro médico aos índios e de ser a responsável pela morte de cinco crianças Guaranis em Bauru. Ao responder às acusações, o presidente da FUNAI afirmou que "Álvaro é o principal responsável pela situação, pois recusou o médico enviado, sob a alegação de que não precisava de ninguém". Jurandy Fonseca disse ainda que as lideranças Guaranis enviaram uma carta pedindo o afastamento de Villas-Boas e a criação de uma ajudância autônoma para assistir os Guaranis, sem qualquer apoio da delegacia de Bauru (FSP).