A SIDERBRÁS vai entrar com uma ação na Corte de Comércio Internacional de Nova Iorque até o dia 15 de julho, quando expira o prazo para recorrer contra a ordem do Departamento de Comércio dos EUA para que sejam cobradas sobretaxas de até 62,18% sobre o aço produzido pelas estatais brasileiras, sob alegação de que o produto é subsidiado. A Assessoria Internacional do Ministério da Fazenda também prepara um recurso ao Acordo Geral de Comércio e Tarifa (GATT). Atualmente existem vários processos contra os produtos siderúrgicos brasileiros movidos por indústrias norte- americanas, e o chefe da Assessoria Internacional da Fazenda, Tarcisio Marciano da Rocha, acusa a ITC (Comissão Internacional) e o Departamento de Comércio dos EUA de tomarem decisões políticas em prejuízo do aspecto técnico. Os produtos considerados prejudiciais à indústria norte-americana correspondem a 73% das importações de aço carbono dos EUA, que somaram US$6,2 bilhões em 1983. As siderúrgicas brasileiras embarcaram de janeiro a maio deste ano 1,8 milhão de toneladas de aço para o exterior, fazendo uma receita de US$463,3 milhões, o que representa um aumento de 18,6% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado e um acréscimo de 28,2% em divisas (FSP).