O governo já "estourou" o limite de emissão de papel-moeda que poderia fazer este ano, sem pedir autorização ao Congresso Nacional. Pelas normas vigentes o governo pode emitir no ano, sem prévia autorização do Congresso, até 10% do saldo da base monetária (papel-moeda em poder do público mais depósitos a vista nos bancos comerciais e do Brasil), existente em dezembro do ano anterior. Em 1984 o governo poderia emitir independentemente de autorização até Cr$778,2 bilhões, limite que foi ultrapassado já no primeiro semestre, apesar de ter previsto um total de emissão de janeiro a julho de Cr$153 bilhões. Entre janeiro e maio as emissões já tinham superado Cr$620 bilhões, enquanto no ano passado, em igual período, as emissões ficaram na casa dos Cr$70 bilhões (FSP).