Os ilhéus do rio Paraná estão aguardando que o INCRA anuncie em breve a liberação de mais uma área de terra para reassentar as famílias que foram expulsas das 180 ilhas por causa das enchentes e da construção de usinas hidrelétricas. Ao todo, são 1170 famílias de pescadores e lavradores paranaenses e mais 600 do Mato Grosso do Sul, que há mais de dois anos estão vivendo sob as barracas da Defesa Civil do Estado armadas na cidade de Guaíra e arredores. Há mais de dois meses um grupo de ilhéus está acampado em Curitiba reivindicando "terra por terra". A primeira vitória desta luta foi o INCRA ter iniciado o reassentamento de 50 famílias no Município de Guarapuava, numa área de 1200 hectares. Como foram desalojadas quase 1800 famílias, ainda resta a maioria que precisa de uma solução rápida. O governo do Estado, por sua vez, começou em janeiro último o assentamento de 80 famílias de ilhéus no Município de Castro. A decisão dos ilhéus é reforçar o acampamento na capital com mais de 500 pessoas, caso o INCRA não cumpra a promessa e determine a área para o reassentamento dentro do prazo (Jornal dos Trabalhadores Sem Terra).