O Palácio do Planalto recebeu uma carta do presidente dos EUA, Ronald Reagan, na qual este afirma a disposição de seu governo de Incentivar" o reescalonamento das dívidas de países que se "comportarem bem" no ajuste de suas economias, como é o caso do Brasil e México. A mesma carta foi enviada aos presidentes da Argentina, México, Equador, Colômbia, Venezuela e Peru, em resposta ao comunicado que esses países, em conjunto, remeteram às sete nações ricas que se reuniram em Londres no início de junho. Na carta, Reagan não faz qualquer referência ao recente aumento da prime-rate nos EUA, que elevou os encargos da dívida externa brasileira em cerca de US$400 milhões. Também não revela qualquer concessão concreta às pretensões dos devedores (FSP).