QUINZE MIL TRABALHADORES DA COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL (CSN)

Quinze mil trabalhadores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) desocuparam ontem as dependências da empresa de Volta Redonda (RJ), encerrando uma greve de cinco dias. As principais conquistas dos trabalhadores foram: fixação de um máximo de 20 demissões por mês; a garantia de que a CSN não contratará empreiteiras que não paguem pisos salariais por profissão definidos pelas empresas, com a determinação que o piso salarial dos serventes será, pelo menos, 40% superior ao salário- mínimo. Além da garantia do pagamento de gratificação sobre o faturamento da empresa no mês de maio de cada ano, com valor igual à remuneração deste mês. Conseguiram, ainda, que os diretores do sindicato entrem na siderúrgica sem o acompanhamento de funcionários designados pela empresa, como ocorria até então, e que os integrantes do comando de greve não sejam demitidos. De acordo com o diretor de operações da empresa, Pedro Dias de Souza, a usina deixou de faturar durante o período de paralisação Cr$25 bilhões (FSP).