O faxineiro José Alves Fagundes foi torturado na 4a. Delegacia de Polícia de Osasco (SP). Segundo informações, no dia 20 último, durante 30 minutos, ele permaneceu pendurado em um pau-de-arara, submetido a choques elétricos para que confessasse a autoria de um furto de jóias no prédio onde trabalha há sete anos. Depois de resistir às torturas e sustentar sua não participação no caso, ele foi libertado. Ontem, Fagundes retornou à delegacia de Osasco, acompanhado por um delegado designado pelo diretor do DEGRAN, Willian Amaral, para apurar as denúncias de tortura. O resultado foi positivo. "Numa saleta nos fundos da delegacia-- anteriormente descrita em detalhes pelo faxineiro-- foram encontrados um pano grosso (usado para não deixar marcas nos braços) e uma ripa pregada na parede, com um furo para apoiar o cano onde Fagundes foi pendurado". Outra prova: Haroldo Fernando Couto Resende, detido por furto no mesmo dia que o faxineiro foi preso, reconheceu José Alves Fagundes, e afirma que ouviu seus gritos (FSP).