O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO, DE

O procurador-geral da República, Inocêncio Mártires Coelho, decidiu não atender a pedido do deputado Eduardo Suplicy (PT-SP), que pretendia que fosse aberta no Supremo Tribunal Federal ação penal contra os ministros Delfim Neto (Planejamento), e Ernane Galvêas (Fazenda), e contra o ex- presidente do Banco Central, Geraldo Langoni, por crime de prevaricação. A ação não poderá ser aberta, pois para que isso aconteça, é indispensável a denúncia do Ministério Público, que é o titular da ação penal pública. Assim o caso vai para o arquivo, depois de sorteado, no STF, um relator, que dará despacho nesse sentido. Suplicy sustentou junto à Procuradoria que essas autoridades cometeram o crime de prevaricação por terem recomendado um financiamento concedido em junho de 1981 pela Caixa Econômica Federal à Sociedade Nacional de Comercialização e Integração (SNCI), que era a empresa "holding" do grupo Coroa/Brastel. "Mas o dinheiro (Cr$2,5 bilhões) se destinou, na verdade, à Corretora Laureano, adquirida pouco antes por Assis Paim, para pagamento de dívidas". A corretora, segundo informação do deputado, fora comprada por Assis Paim a pedido dos dois ministros (FSP).