A diretoria da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA) divulgou nota oficial com o objetivo de rebater denúncias de que as más condições de seus equipamentos seriam a causa da intoxicação crônica por benzeno apresentada por operários que trabalham na sua coqueria, em Cubatão (SP). Uma comissão da Secretaria do Trabalho que inspecionou o setor concluiu que 13 operários estavam condenados de modo irreversível, devido à anemia aplástica (leucopenia-- insuficiência de glóbulos brancos), uma doença com elevado índice de mortalidade. Outros 24 trabalhadores também podem estar sofrendo do mal. Em sua nota a COSIPA ignora o laudo da Secretaria do Trabalho, e lembra que "nenhum caso de morte ocorreu desde o início de operação da coqueria em outubro de 1965 em decorrência de moléstias profissionais", e que a empresa "preocupa-se em avançar na modernização de seus equipamentos". Diz também que se preocupa em eliminar "eventuais emanações ou vazamentos". A Secretaria contatou, ainda, no local, diversos vazamentos-- Inclusive numa bomba, tapada com um pedaço de pano-- e filtros de carvão ativado que deveriam "exatamente eliminar o benzeno da atmosfera da coqueria, mas já estão com pouquíssimo poder de filtragem" (FSP).