O Grupo Delfin, dirigido por Ronald Guimarães Levinsohn, fraudou sua própria contabilidade em pelo menos 11 operações independentes, transferindo para empresas coligadas o equivalente a US$150 milhões. Isto depois de fechar com o BNH o acordo pelo qual quitou, em dezembro de 1982, um débito de Cr$60,8 bilhões com terrenos avaliados por técnicos do banco em Cr$6,5 bilhões-- "com uma vantagem a seu favor equivalente, na época, a US$220 milhões". A sequência de fraudes foi praticada entre a formalização do acordo, em 16/12/82, e o decreto de intervenção no grupo, em 21/01/83. "Com os inquéritos e investigações que se sucederam, os interventores-- mais tarde liquidantes-- conseguiram identificar claramente as manobras contábeis" (FSP).