DE ACORDO COM O JORNAL FÔLHA DE SÃO PAULO, VÁRIOS ASSESSORES D

De acordo com o jornal Fôlha de São Paulo, vários assessores do Banco Central informaram que o banco está sofrendo pressões para "ajeitar" a situação do representante do setor agrícola no Conselho Monetário Nacional (CMN), Mário Stadler de Souza, que integra uma lista de 240 nomes de pessoas físicas e jurídicas proibidas de operarem com o crédito rural a partir de ontem, por terem utilizado recursos subsidiados de forma irregular. A Carta-Circular 1033 contendo os 240 nomes foi publicada no Diário Oficial da União, mas não foi divulgada pelo BC como ocorre normalmente. Mário Stadler e seu irmão Nelson Romero Stadler de Souza, junto com outras 238 pessoas constantes da lista estão Impedidas de participar de operações de crédito de qualquer modalidade, como tomadores ou intervenientes". Essa proibição deve levá-lo a se demitir do CMN, pois a Lei 4595 que criou o órgão e instituiu a reforma bancária determina que só podem ter assento no órgão pessoas de "reputação ilibada". A punição de Mário Stadler, segundo fontes da área financeira federal, se deveu a um "desvio de penhor". Ele teria vendido uma grande partida de milho que estava penhorada em garantia de Empréstimo do Governo Federal (EGF) que lhe foi concedido no Paraná, onde possui uma granja em sociedade com seu irmão. Mário estaria também inadimplente em outras operações porque suas dificuldades empresariais "vêm se arrastando há um bom tempo, sem que haja solução definitiva" (FSP).