Os promotores Marcos Ribeiro de Freitas e José Carlos Pedreira Passos, que dirigiam o inquérito policial sobre a tragédia de Vila Socó, em Cubatão (SP), foram virtualmente afastados do caso por decisão do procurador-geral da Justiça, Paulo Salvador Frontini, o qual designou o procurador Carlos Augusto Vieira de Moraes. Embora a explicação oficial seja que a designação de Vieira de Moraes representa "um reforço à equipe" que atua no caso, na prática significa a retirada da autonomia funcional dos dois promotores que, segundo comentários, "estariam se excedendo em suas atribuições, desagradando áreas federais". Os promotores continuam no caso, mas não têm mais poderes para atuar e não poderão apresentar recurso caso o juiz de Cubatão rejeite denúncia que apresentaram no dia 4 último incriminando o presidente da PETROBRÁS, Shigeaki Ueki, e o prefeito da cidade, José Passarelli. A PETROBRÁS recusou-se a comentar as revelações feitas à imprensa por técnicos da empresa de que é falho o sistema de manutenção de seus oleodutos e terminais (FSP).