O CHEFE DE GABINETE DO DEPARTAMENTO NACIONAL DA PRODUÇÃO MINERAL

O chefe de gabinete do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), Adécio Tenório de Vasconcelos, o diretor de administração, Ludimar Calland, e sua mulher, Cleide Vieira Lima Calland (diretora de pessoal), foram exonerados de suas funções naquele órgão por determinação do ministro das Minas e Energia, Cesar Cals, em decorrência de "fortes suspeições de irregularidades". De acordo com as informações, contra Ludimar e Cleide existem, por exemplo, acusações de terem colocado os dois filhos trabalhando no DNPM, além da denúncia de que acobertaram, em 1981, o desaparecimento de equipamentos do almoxarifado avaliados à época em Cr$1,4 milhão, e da concorrência irregular para impressão do Anuário Mineral de 1982, pelo qual foram pagos Cr$5 milhões e que, um ano depois, custou Cr$3,7 milhões. Também pesam sobre os Calland a denúncia comprovada de obtenção de gratificações exageradas (Cleide Calland recebia, como gratificação de produtividade, 80% do salário), além do tráfico de influência em outros órgãos (em 1980, Cleide foi reprovada no concurso de ascenção funcional para assistente jurídico, mas mesmo assim foi nomeada por interferência de um alto funcionário do DASP). Contra Adécio Tenório de Vasconcellos também existem várias acusações, ao nível pessoal e funcional (FSP).