Um grupo de policiais militares, lotados no 1o. BPM/M, na zona sul de São Paulo, atrasaram intencionalmente, no último dia 30, sua saída para o policiamento de rua. De acordo com o jornal Fôlha de São Paulo, foi uma reação à pressão que as esposas de policiais ligadas à Associação de Esposas de Cabos e Soldados da PM, vêm sofrendo por parte do Comando Geral da Polícia Militar. "Por coincidência naquele dia, os policiais militares do Estado de São Paulo foram conclamados através de um panfleto a iniciar um movimento salarial". A associação das esposas de soldados e cabos da Polícia Militar foi criada em outubro do ano passado para defender os policiais lotados na zona sul, que foram presos por determinação do Comando, sob a suspeita de terem participado de mais de 200 execuções de jovens, a mando de comerciantes. Entre os policiais militares estava o ex- soldado Florisvaldo de Oliveira, o cabo Bruno, acusado de mais de 15 homicídios naquela região. Mas, segundo a presidente da associação, Leda Galindo, muitos inocentes foram presos e torturados física e psicologicamente pelo serviço reservado da corporação. Foi quando as mulheres se uniram e criaram esta entidade, cujo número de associadas chega a seis mil (FSP).