O Banco Central informou que a dívida externa bruta do país atingiu US$92,8 bilhões e as reservas cambiais subiram para US$5,94 bilhões. No primeiro trimestre, o endividamento aumentou US$1,16 bilhão e as reservas US$1,37 bilhão, em consequência da contenção do déficit em conta- corrente no período de US$290 milhões e o ingresso líquido de recursos externos de US$3,5 bilhões. O BC, embora mantenha a projeção de superávit de US$4,33 bilhões no balanço de pagamentos, elevou de US$100,44 bilhões para US$100,92 bilhões a estimativa da dívida externa bruta para o final deste ano. Ao longo do primeiro trimestre do ano, a dívida registrada-- de médio e longo prazos-- subiu de US$81,32 bilhões para US$85 bilhões, enquanto a não contabilizada, de curto prazo, caiu de US$10,32 bilhões para US$7,8 bilhões, como consequência da liquidação no período dos compromissos externos em atraso de US$2,34 bilhões. De acordo com a revisão da dívida prevista, em dezembro próximo, a dívida registrada atingirá, US$93,94 bilhões e a não registrada cairá ainda mais e fechará o ano em apenas US$6,98 bilhões. "Para o crescimento líquido de US$3,68 bilhões na dívida registrada, ao longo do primeiro trimestre, o Brasil contou com o ingresso líquido de US$5,39 bilhões de recursos externos de médio e longo prazos e com a amortização de apenas US$1,75 bilhão". Para o período abril a dezembro deste ano, o BC projetou ingresso de mais US$15,22 bilhões para amortizações de US$6,23 bilhões, e pela primeira vez informou, oficialmente, que 80% da dívida tem juros flutuantes-- 70,8% acompanham a variação da taxa do euromercado, 8,3% a prime rate dos EUA e 0,9% outra taxa de referência-- e apenas 20% tem taxas fixas (O ESP).