SEGUNDO PROJEÇÃO DOS ECONOMISTAS DO DEPARTAMENTO TÉCNICO DA ASS

Segundo projeção dos economistas do departamento técnico da Associação Nacional dos Bancos de Investimentos (ANBID), em 1994, se os juros internacionais continuarem em cerca de 12,5%, o que representa uma taxa efetiva para o país de 15% (com taxas adicionais e comissões) a dívida externa brasileira atingirá no final do exercício US$310,3 bilhões, ou seja, o triplo da atual. O Brasil teria que arcar, em 1994, com US$41,7 bilhões só de juros e precisaria de novos empréstimos no volume de US$31,6 bilhões, mesmo que estivesse numa boa posição de reservas-- US$14,4 bilhões-- e a entrada de investimentos diretos fosse elevada, no nível de US$7 bilhões. De acordo com a projeção, partindo-se da hipótese de que "em fins de 83, na negociação da dívida de 1984, o país tivesse obtido um prazo de carência para o pagamento das amortizações da dívida externa de 10 anos e que somente a partir de 1994 começaria a pagar 5% do principal, o volume de amortizações a ser pago seria de 13,9 bilhões. Os encargos totais da dívida, portanto, estariam em torno dos US$5 bilhões" (JB).