O presidente do Banco Central na administração Geisel, Paulo Lyra, está propondo a alteração da Lei da Remessa de Lucros. Atualmente, é permitido o envio para o exterior de até 12% ao ano sobre o capital das multinacionais, sem taxação por lucros extrãordinários. Lyra quer que esse percentual seja elevado para 24%. Argumenta que a lei foi feita na década de 60, quando a "prime rate" (taxa de juros cobrada pelos bancos comerciais norte-americanos de seus clientes preferenciais) estava entre 5% e 6% ao ano. Hoje está na casa dos 12,5%, com tendência a subir. Por isso-- diz Lyra--, ninguém aplicaria capital de risco no Brasil, a 12% ao ano, podendo ganhar 12,5% no "money market" (mercado de dinheiro) dos EUA, sem qualquer risco (FSP).