O ministro da Agricultura, Nestor Jost, já envolvido no escândalo do BNCC, está sendo acusado, no Rio Grande do Sul, de favorecer outra empresa que presidia, a Avipal. Segundo as denúncias, o ministro teria afastado o veterinário Carlos Cabeda, que fazia a inspeção federal na empresa, por recusar parte significativa das aves abatidas, que apresentavam tumores no pescoço e, portanto, eram impróprias ao consumo humano. Ainda segundo a mesma denúncia, a atuação do veterinário trouxe muitos prejuízos à Avipal e várias pressões, em diversos níveis, foram feitas para que ele fosse afastado. Um dia depois de o ministro Nestor Jost tomar posse no cargo, Carlos Cabeda foi desligado da função e encontra-se, no momento, no Serviço de Fiscalização Agropecuária. Razões semelhantes teriam motivado o afastamento de outro veterinário, Aristeu Barreto dos Santos, que estava destacado no Frigorífico de Santarrosense, de Santa Rosa (RS). Conforme as denúncias, o proprietário da empresa, Pedro Carpeneda, teria feito reclamações contra o veterinário ao próprio Nestor Jost, por ter rejeitado carcaças de suínos, com base numa série de problemas. A Sociedade de Veterinária do Estado, inclusive, chegou a protestar enviando carta ao ministro, recebendo como resposta a informação de que as explicações poderiam ser dadas pela Delegacia do Ministério da Agricultura de Porto Alegre. Mas isso não aconteceu (O ESP).