O EX-COORDENADOR DO PROJETO TUCURUÍ (PA) JUNTO AO MINISTÉRIO DA

O ex-coordenador do projeto Tucuruí (PA) junto ao Ministério da Agricultura e um dos principais implicados no caso da Capemi, Roberto Amaral, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Capemi, na Câamara dos Deputados, afirmou que não tinha poder para tomar qualquer atitude concreta para impedir as irregularidades da Agropecuária Capemi e evitar o fracasso da operação de extração da madeira da área da futura represa da hidrelétrica de Tucuruí. O envolvimento de Amaral no caso Capemi começou quando foi designado para presidir a comissão de licitação para escolher a empresa que extrairia a madeira de Tucuruí. Segundo Roberto Amaral, na primeira licitação, 14 grandes empresas, todas com capital acima de Cr$500 milhões, mostraram interesse, mas nenhuma apresentou proposta tecnicamente perfeita. Na segunda, realizada 90 dias depois, só a Capemi Agropecuária, com Cr$50 milhões de capital, candidatou-se. Depois, Amaral admitiu que só após vencer a concorrência é que a Capemi Agropecuária, por sua recomendação, recebeu um aporte de capital das demais, de Cr$500 milhões. Imediatamente a Capemi subcontratou a Servix Engenharia para fazer a extração da madeira (JB) (O ESP).