O crescimento da base monetária-- que significa a emissão primária de moeda e representa a diferença entre a receita e as aplicações do Banco Central e Banco do Brasil-- atingiu 17,4% em abril, quando a meta do governo era manter a expansão em apenas 3% no mês. Os meios de pagamento- - depósitos à vista nos bancos mais papel-moeda em poder do público-- também "estouraram" as previsões de crescimento, e aumentaram 16,6% em abril. De acordo com as metas do governo, a base monetária deveria atingir Cr$4,413 trilhões em abril, mas foi atingida a cifra de Cr$5,31 trilhões, com "estouro" de Cr$617 bilhões. Os meios de pagamento também superaram todas as metas devido à forte expansão da emissão de papel moeda em abril, que atingiu Cr$415 bilhões, quando o previsto pelo Orçamento Monetário era de apenas Cr$45,5 bilhões. Segundo informação da área econômica do governo, os fatores que mais contribuíram para a grande emissão de papel-moeda foram: os resgates líquidos de títulos federais (Cr$530 bilhões); empréstimos de liquidez para os bancos comerciais (Cr$150 bilhões); e o déficit da previdência social no mês (Cr$66 bilhões). Diante desse resultado, o governo deverá adotar três medidas para fortalecer os mecanismos de controle da expansão monetária: proibição para as sociedades de crédito imobiliário aplicarem recursos em uma faixa livre de empréstimos, dirigindo esses recursos para a compra de títulos públicos federais; fixação de um prazo mínimo de 30 dias para o resgate das aplicações nos fundos mútuos de investimento; e permissão para que o Banco do Brasil capte os recursos através da emissão de CDBs (Certificados de Depósitos Bancário) (JB).