O procurador-geral da República, Inocêncio Mártires Coelho, afirmou, em despacho concedido à representação que corre na Justiça Federal contra o Grupo Coroa e que resultou em prejuízo de Cr$30 bilhões para o Banco Central, que essa importância teria sido desviada de suas reais finalidades. Isso ocorreu "através da aquisição de letras de câmbio de emissão da própria Coroa, em poder da Coroa Corretora, sem que a contabilidade da referida corretora registre tais operações, o que faz supor apropriação indébita". Conforme o mesmo relatório, essa assistência financeira poderia ter sido proporcionada no máximo de Cr$2,7 bilhões, que representavam o montante correspondente ao dobro do percentual de 3% dos aceites cambiais (JB).