A Caixa Econômica Federal prometeu ao juiz da 6a. Vara de Falências e Concordatas do Rio de Janeiro, depositar em juízo, sob custódia do Banco do Brasil, um pacote de 118141,687 obrigações da ELETROBRÁS, que recebeu da falida Brastel como garantia de um empréstimo tomado pelo empresário Assis Paim Cunha, no valor de Cr$2,5 bilhões. Se a CEF não devolvesse os papéis, o juiz determinaria busca e apreensão, atendendo pedido do síndico da massa falida da Brastel, José Roberto Machado, que deseja vendê-los para pagar impostos da empresa. O empréstimo que Paim obteve junto à CEF destinava-se ficticiamente a uma expansão da Brastel mas, na verdade, serviu para cobrir parte do "rombo" da Corretora Laureano, também adquirida pelo empresário a pedido das autoridades da área econômica do governo federal (O ESP).