O MINISTRO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL, JARBAS PASSARIN

O ministro da Previdência e Assistência Social, Jarbas Passarinho, que recebera da Secretaria do Planejamento da Presidência da República uma previsão de déficit da ordem de Cr$2,5 trilhões no orçamento previdenciário deste ano e conseguira reduzí-lo a cerca de Cr$600 bilhões, enfrenta agora uma estimativa de Cr$1,5 trilhão de déficit. Segundo Jarbas Passarinho, há três explicações para esse incremento de Cr$900 bilhões no déficit. O Congresso Nacional recusa-se a aprovar o Decreto-Lei 2087, que retira 2% das aposentadorias, e o achatamento salarial promovido pelo Decreto-Lei 2065 reduz também a receita previdenciária. O terceiro motivo é o salário-mínimo que sobe em maio e começa a produzir um déficit mensal de Cr$100 bilhões no orçamento previdenciário, a partir de julho próximo. Nesse panorama, só o pagamento de benefícios às pessoas idosas que nunca recolheram para o sistema previdenciário representa um custo de Cr$480 bilhões (GM).