O vendedor de terras Moziul Silveira Saudades, que chefia o gabinete do atual ministro da agricultura e já o acompanha no mesmo posto desde que Nestor Jost ocupava a Secretaria Executiva do Projeto Carajás, nunca foi advogado, ao contrário do que se informava, e recebia até dezembro passado quase Cr$3 milhões mensais como "lobista" da Central de Cooperativas de Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (CENTRALSUL), em Brasília, devido às suas relações no governo. Fontes revelaram que, em meados de 1983, Moziul participou de uma articulação visando a impedir que Jarbas Pires Machado assumisse a presidência da CENTRALSUL, o que compromete seriamente Jost: o assessor revelava que falava em seu nome e, como se sabe, o ministro era amigo de Ari Dionísio Dalmolin, o presidente da empresa envolvida em corrupção, tendo empregado seus principais auxiliares na Granóleo, empresa que presidia até sua posse na Pasta da Agricultura. Além de Moziul, também o ex-presidente do BNCC, Byron Coelho, procurava impedir na mesma época que Jarbas chegasse à presidência da CENTRALSUL, por saber de seu interesse em apurar toda a corrupção e denunciar os envolvidos no escândalo (O ESP).