Parlamentares que circularam nos meios militares negaram que essas áreas estejam pressionando o governo, em favor da decretação das medidas de emergência para Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, como preliminar da rejeição da emenda Dante de Oliveira que restabelece as eleições diretas para presidente da República, a ser votada pelo Congresso Nacional dia 25 próximo. Mas, os mesmos informantes reconheceram que o meio militar parece inquieto em consequência "da falta de voz do comando e da omissão do governo, diante dos desdobramentos do processo político brasileiro. Os dois fatores de maior preocupação militar, sob esse aspecto, seriam a intensidade da campanha popular em prol das eleições presidenciais diretas e a indefinição governamental quanto à escolha do sucessor do general João Batista de Figueiredo" (FSP).