Cerca de 2700 metalúrgicos entraram em greve, ontem, na General Eletric, de Santo André (SP), reivindicando reajustes salariais maiores do que os oferecidos pelo Grupo 14 da FIESP. A Elevadores Otis S/A., com cerca de 800 empregados, poderá aderir ainda hoje à paralisação. É a primeira adesão do ABC ao movimento grevista deflagrado anteontem pelos trabalhadores da General Motors, em São José dos Campos. Enquanto isso, os 3500 metalúrgicos da Ford, em Taubaté, fizeram uma greve-surpresa de um dia e prossegue a "operação tartaruga" de São Bernardo. Também os operários do setor, em Sorocaba, começaram esse tipo de operação. Quatro empresas já fizeram acordos com os metalúrgicos de Santo André até hoje, e um deles colocou fim à greve realizada na Máquinas Kodama, com cerca de 85 funcionários, os quais receberão 75% de reajuste em todas as faixas, além de um abono de 75% sobre o salário nominal, pago em três parcelas. Duas fábricas do Grupo Eluma; a Isan, com 2500 funcionários, e a Laminação Nacional de Metais, com 600, concordaram em pagar 83,3% de reajuste para quem recebe até 5 salários-mínimos, e os 69,8% do INPC para os que recebem acima desses salários. A indústria e Comércio Brosol Ltda., com cerca de 2000 mil funcionários, que sofreu paralisação de um dia há um mês, concedeu aumentos para quem recebia até 3 salários- mínimos, que variam de 88% a 105% (FSP).