Os economistas do Instituto de Estudos para o Socialismo Democrático (IESD), do Rio de Janeiro realizaram um trabalho sobre "As consequências sócio-políticas-econômicas da aplicação do Decreto-Lei 2065 e concluíram que: se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado nos últimos seis meses, se mantiver estável até o primeiro semestre de 1985, em torno dos 70%, um trabalhador que ganhasse sete salários-mínimos antes do primeiro reajuste feito com base no 2065", no quarto reajuste estará ganhando 5,8 salários-mínimos. Quem ganhava 10 salários-mínimos antes do decreto, ficaria com 7,8 salários, no quarto reajuste; e quem ganhava 30 salários, com pouco mais de 15. E se a inflação cair e o INPC estiver em torno dos 40%, no início de 85, decrescendo 10% por semestre, as quedas salariais continuarão elevadas, apesar de serem um pouco menores do que na primeira hipótese (JB).