NA VII ASSEMBLÉIA DO REGIONAL NORTE I DO CIMI, REALIZADA DE 22 A

Na VII Assembléia do Regional Norte I do CIMI, realizada de 22 a 26 de fevereiro último, em Coari (AM), os participantes denunciaram o retalhamento que a PETROBRÁS está promovendo nas áreas indígenas com as detonações para registro sismográfico nas terras dos Dení do rio Xeruã, dos Katukina do Biá e outras áreas da prelazia de Tefé. Relembraram que os Mundurukú do baixo Amazonas e os Sateré-Maué também têm sido vítimas desta exploração petrolífera, que provocou mortes e danos ecológicos, com o aval da FUNAI. Em Eirunepé, médio rio Juruá, instalaram-se duas empresas transnacionais a serviço da PETROBRÁS-- Adalco Geofísica e a Companhia Brasileira de Geofísica-- que vêm violando o território dos Tsuhum Djapá, dos Kanamarí e de vários povos que vivem nas cabeceiras dos rios Jandiatuba, Jutaí, Itacoaí e outros grupos que habitam o vale do Javari. A situação na região é crítica: de um lado, o governo federal, implantando projetos de colonização que atingem terras indígenas, como os Projetos Juma, Humaitá I e Maici 2; de outro a FUNAI, por meio de seus sertanistas, abrindo varadouro para facilitar a invasão da área dos índios do igarapé Coxodoá por frentes extrativas. Na VII Assembléia foi discutida também a situação dos Apurinã do Município de Pauini, próximos aos rios Seruini, Tacaquiri e Peneri, no sul do Amazonas, que vêm há muito tempo reividicando a demarcação de suas terras. Estes conseguiram a delimitação de 82000 hectares que não correspondem ao território indígena. Uma parte da área foi entregue ao fazendeiro José Cordeiro, que ali se instalou ilegalmente e sem a permissão dos índios. Para abrir mão de suas terras, onde se instalou o fazendeiro, os índios foram convencidos a aceitar, em troca, um projeto de desenvolvimento econômico que não atende às suas necessidades (O Porantim).