A sindicância interna do Banco Central sobre a retirada da fiscalização das empresas financeiras do grupo Coroa, antes da intervenção, concluiu pela Imediata abertura de processo administrativo disciplinar" contra o chefe do Departamento de Fiscalização do BC, Deli Borges, atualmente afastado, por "comportamento desidioso", Indícios de prática de advocacia administrativa" e de "prevaricação". O relatório incrimina também dois antigos diretores do Banco Central, o de Mercado de Capitais, Hermann Wey (afastado), e o da Área Bancária, Antonio Carlos Meirelles. A este último, "por haver autorizado a concessão de assistência financeira de Cr$30 bilhões à Financeira Coroa, em desacordo com as normas regulamentares pertinentes e sem a exigência de garantias reais compatíveis com o vulto da operação". É supeito de "negligência" e prevaricação o antigo chefe da Divisão de Fiscalização do Mercado de Capitais no Rio de Janeiro, Devanildo de Oliveira, que se aposentou em março de 1983 e foi trabalhar em uma das empresas do Grupo Coroa/Brastel. Finalmente, também o antigo presidente do Banco Central, Carlos Langoni, figura, junto, com Hermann Wey, como responsável pelo engavetamento do processo administrativo que propôs (FSP).