O INSTITUTO BRASILEIRO DE DESENVLVIMENTO FLORESTAL (IBDF) E A

O Instituto Brasileiro de Desenvlvimento Florestal (IBDF) e a Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (SUDEPE) também eram favorecidos com os convênios irregulares mantidos com o Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC) durante a gestão do ex-ministro da agricultura, Amaury Stábile e dos diretores do banco já demitidos. Cinco diretores do IBDF, cujos nomes ainda não foram revelados, recebiam mensalmente Cr$1 a Cr$1,5 milhão mensalmente como complementação salarial. O convênio, feito a título de "prestação de serviços", mas, na verdade, mais uma ponta para a contratação de funcionários "fantasmas", vigorou durante o ano de 1982, foi renovado em 1983 e, embora uma lei federal proíba a renovação de convênios desse tipo pelo terceiro ano consecutivo, para se evitar vínculos empregatícios definitivos, a direção do IBDF ainda procurou renová-lo em 1984. Só, que desta vez, para burlar a lei, não foram encaminhados ao BNCC os nomes dos cinco diretores, mas de suas mulheres e parentes. Também o convênio com a SUDEPE tinha características de empreguismo. O órgão mantinha recursos no banco para que fosse possível pagar aos "funcionários" que indicava. Quinze pessoas eram beneficiadas, recebendo cada uma, de Cr$80 a Cr$100 mil, em média, como complementação salarial. Os documentos estão com o TCU e o convênio foi suspenso (O ESP).