SETENTA E DOIS TRABALHADORES MORTOS POR PROBLEMAS DE TERRA OU TRA

Setenta e dois trabalhadores mortos por problemas de terra ou trabalhistas; 51 garimpeiros massacrados; e 57 bóias-frias mortos em acidentes. Estes são alguns dos números do relatório anual da Comissão Pastoral da Terra sobre os conflitos de terra no Brasil ocorridos no ano passado. O documento conclui também que área total de conflitos e seu número aumentaram em relação a 82. No ano passado aconteceram 315 conflitos, em área de 4553273 hectares, contra 173 casos, numa área de 3082862 hectares, catalogados no ano anterior. A Bahia, com 45 casos, é o Estado onde houve o maior número de ocorrências. Seguem-se, de acordo com o relatório, Goiás com 34, Maranhão com 29 e o Pará com 27 casos. De acordo com o relatório, nos 315 conflitos estiveram envolvidas 38507 famílias, num total de 217171 pessoas. Na classificação por tipo de conflito e divisão por Estado, a CPT catalogou 92 casos de grilagem, 35 expulsões, 30 ameaças de expulsão, 19 prisões ilegais, dez ameaças de morte. Dos 48 assassinatos motivados por conflitos, 14 aconteceram na Bahia, 8 no Pará, 7 no Maranhão e 7 no Mato Grosso do Sul (FSP).