A decisão já está tomada a nível de governo e conta com o respaldo dos chefes militares: a próxima eleição presidencial será mesmo pelo sistema indireto, nem que para isso seja necessário sacrificar o chamado projeto de abertura política do presidente Figueiredo. Descartada assim a hipótese do restabelecimento imediato das diretas, o que o governo trata de definir neste momento é a fórmula política capaz de viabilizar essa determinação sem traumas maiores para o regime e sem prejuízo da etapa sequinte da estratégia, na qual se inclui a volta das diretas, seja em 1988 ou em 1990. Em outras palavras, o Planalto está à procura de uma estratégia parlamentar de curto prazo que lhe permita exorcizar o risco da aprovação da emenda Dante de Oliveira, sem que para isso seja obrigado a recorrer ao retrocesso político e de forma que o episódio não venha a comprometer o desempenho eleitoral dos pedessistas nas eleições do próximo ano (FSP).