O EX-MINISTRO AMAURY STÁBILE COMUNICOU, ONTEM, QUE PRETENDE ENTR

O ex-ministro Amaury Stábile comunicou, ontem, que pretende entrar com um processo crime por difamação contra os responsáveis pela "divulgação maliciosa" de reportagens que acusam seus familiares de envolvimento em operações irregulares no Banco Nacional de Crédito Cooperativo (BNCC). Amaury Stábile sai do ministério com oito denúncias contra a sua administração; entre estas, o aval dado a Capemi (US$100 milhões). Também foi acusado de não cobrar o dinheiro emprestado ao ex-presidente do BNCC, Toshio Shibuya, para a compra de um carro particular; de ter depositado no Banco Valbrás (atual Digibanco), do grupo Sharp (onde já trabalhou), o dinheiro do Imposto de Renda de pessoas captado pelo BNCC; de ter liberado, em janeiro de 1981, financiamentos com juros de 30% a uma cooperativa do Rio Grande do Sul-- quando a taxa em vigor era 45%. Além disso, o ex-ministro é acusado de ter conhecimento das operações de adiantamentos de câmbio "frios" à Cooperativa dos Agricultores de Lageado (COPAVE) concedidos por Shibuya. Três outras denúncias envolvem familiares seus: doação de Cr$758 mil a uma comunidade religiosa assistida por sua esposa Zuleide, com recursos do convênio entre o BNCC e o COBRACER (Cooperativas de Eletrificação Rural); utilização do mesmo convênio para o pagamento dos funcionários do CODECOM (Coordenadoria de Defesa do Consumidor), órgão dirigido por sua filha Marília e, por fim, favorecimento na concessão de crédito para o Projeto Barro Preto, na Bahia, com recursos do Provárzeas, dirigido por seu sobrinho Afonso Bonillo (JB).