A proposta do Projeto Cerrado Porto de Tubarão de transformar o porto de Tubarão (Vitória-ES) num grande corredor de exportação de grãos (milho, soja e trigo), de minérios, de importação de petróleo e outras mercadorias, foi exposta pelo presidente da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), Elieser Batista, a empresários reunidos ontem na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O projeto prevê a transformação do atual porto de Tubarão-- que pode receber navios de até 300 mil toneladas de porte bruto-- num terminal de embarque para o Mar Báltico, Negro e o Nordeste da Ásia, via Atlântico Sul, de granéis (milho, soja e trigo) e de minérios, destinados à União Soviética, China, Leste Europeu, Japão, Coréia e demais países dessa região. Os produtos embarcados pelo terminal de Tubarão, de acordo com a proposta de Elieser Batista, poderiam vir também de quaisquer outros países do Cone Sul, por exemplo, Argentina, Uruguai ou Bolívia, chegando lá por ferrovia ou por via marítima, sendo então baldeados para navios maiores. Os investimentos necessários para transformar o porto de Tubarão no terminal marítimo do Atlântico Sul foram calculados em US$100 milhões e incluem a costrução de grandes silos e a adaptação dos navios da frota da empresa para transportar grãos e minérios na ida e trazer petróleo na volta dos portos asiáticos e do Oriente Médio (O ESP).