A criação de um corredor de exportação, ligando as regiões de cerrado de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso diretamente ao porto de Tubarão, no Espírito Santo, foi proposta em São Paulo pelo presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Elieser Batista da Silva, em palestra para cerca de 150 empresários rurais, dirigentes de cooperativas e líderes da agricultura. O projeto prevê a utilização das linhas da Rede Ferroviária Federal, em conexão com a Estrada de Ferro Vitória/Minas cortando as regiões do cerrado mineiro, goiano e matogrossense, para criar um eixo de exportação e importação. Segundo dados apresentados pela Vale do Rio Doce e confirmados pela Cooperativa Agrícola de Cotia, em um dos projetos que opera, o Padap (Programa de Assentamento Dirigido do Alto Paranaíba), em São Gotardo (MG), a produtividade da soja no cerrado tem sido em torno de 2100 quilos por hectare, bem acima da média brasileira, de 1600 quilos por hectare. O milho produziu no cerrado, em cultura de sequeiro, cerca de 3 mil kg/ha, contra 1500 kg/ha na média brasileira. De acordo com Eliezer Batista, esses números provam a viabilidade da utilização do cerrado, principalmente para a produção de grãos, que poderiam aumentar nossa safra, com apenas os 12 milhões de hectares de cerrado. O projeto deverá envolver cerca de 700 mil propriedades rurais em sua área de atuação (FSP).